Domingo, 18 de Março de 2007

"ClanDestinos" -organização de eventos-

 

 

 

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publicado por edgarasta às 22:29
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Terça-feira, 13 de Março de 2007

De Que Vale a Sabedoria ?

Os homens que se entregam à sabedoria são de longe os mais infelizes. Duplamente loucos, esquecem que nasceram homens e querem imitar os deuses poderosos, e a exemplo dos Titãs, armados com as ciências e as artes, declaram guerra à Natureza. Ora, os menos infelizes são aqueles que mais se aproximam da animalidade e da estupidez.
Tentarei fazer-vos entender isto, usando, em vez dos argumentos dos estóicos, um exemplo crasso. Haverá, pelos deuses imortais, espécie mais feliz que os homens a quem o vulgo chama loucos, parvos, imbecis, cognomes belíssimos, na minha opinião? Esta afirmação poderá a princípio parecer insensata e absurda e, no entanto, nada há de mais verdadeiro. Tais homens não receiam a morte, e, por Júpiter! isso já não representa pequena vantagem! A sua consciência não os incomoda. As histórias de fantasmas não os aterrorizam, nem os afecta o medo das aparições e espectros, nem os males que os ameaçam ou a esperança dos bens que poderão vir a receber. Nada, em resumo, os atormenta, isentos dos mil cuidadeos de que a vida é feita. Ignoram a vergonha, o medo, a ambição, a inveja e chegam mesmo, se são suficientemente estúpidos, a gozar o privilégio, segundo os teólogos, de não cometerem pecados.

 

Passai agora em revista, ó louco sábio, todas as noites e infinitos dias em que a inquietação crucifica a tua alma. Olha bem para todos os aborrecimentos da tua vida e tenta compreender, enfim, de quantos males eu liberto os meus loucos. Acresce ainda que não só passam o tempo em divertimentos, risos e canções, como levam a todos os que os rodeiam o prazer, os seus jogos, o divertimento e a alegria, como se a indulgência divina os tivesse destinado a afastar a tristeza da vida humana. Além disso, quaisquer que sejam as disposições de uns para os outros, todos os reconhecem como amigos; procuram-nos, adoram-nos, acarinham-nos, gostam de conversar com eles, permitem-lhes que tudo digam e tudo façam. Ninguém os tenta prejudicar e os próprios animais ferozes evitam fazer-lhes mal como se instintivamente os soubessem inofensivos. Estão, com efeito, sob a protecção dos deuses e sobretudo sob a minha égide, rodeados pelo respeito universal.
publicado por edgarasta às 18:48
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Gente Pobre


Autor: Dostoievski, Fiodor
Editora: Presença (Editorial)
Apreciação

Género: Romance
Idioma: Português

 

«Gente Pobre» é o romance de estreia da vasta obra literária de Dostoievki, escrito aos vinte e cinco anos e que revelou de imediato o autor como escritor de grande futuro, inaugurando um estilo introspectivo psicológico sem igual até à época. Baseado na correspondência entre duas pessoas extremamente pobres que se amam numa relação enternecedora mas infrutífera, desfia um relato pungente da condição humana em torno desses dois personagens, vítimas de fatalidades da vida numa sociedade onde são poucos os que conseguem realmente vingar, e onde os restantes se movem numa crueldade austera entre si, forçada pelas inóspitas condições em que vivem. Makar e Varenka vivem um amor idílico ostracizado pelo meio que os circunda (Makar é muito mais velho que Varenka), agravando as suas próprias condições a um nível desesperante mas sempre com discursos de esperança alicerçadas em ilusões muitas vezes patéticas mas ilustrativas do grande alcance do coração humano que tudo pode relativizar sem se importar com as condições em que se encontra.

Pelo meio, a referência à literatura da altura, a boa (Pushkin, Gogol, defendida por Varenka) e a má (defendida por Makar), com despiques construídos pelo autor num altruísmo subtil. Ainda, o retrato social a nível das camadas mais baixas de São Petersburgo de meados do século XIX, numa hierarquia onde até os postos intermédios vivem em condições de penúria, retratados de forma detalhada e realista com episódios e personagens reveladoras de estados desesperados e com destinos sem recurso - multiplicam-se os quadros de dramas sociais e individuais, vítimas de burocracias, desgraças várias, e também de egoísmos ou despotismos intoleráveis.

Acima de toda a desgraça e pobreza, sobrepõem-se as poucas alegrias que justificam (mesmo) toda a existência e varrem todas as mágoas, e momentos onde aparecem lampejos concretos de que os outros não são assim tão maus quanto parecem, e ainda mais quando os mesmos nos aparecem de forma diferente consoante o nosso estado de espírito. A história de amor não acaba de forma feliz nem infeliz, mas sim de uma forma realista que dá ainda mais valor ao romance, sendo em suma um romance de amor com momentos sublimes de pura emoção descritos de forma única mas que é terminado num não terminar que se prolongará através dos tempos, vítima da realidade e dos acontecimentos que forçam os destinos, mas eterno como todo o amor que nunca se esquece e que se prolonga para lá da própria vida.

publicado por edgarasta às 18:43
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A Vergonha e a Injustiça Não Existem na Natureza

A vergonha não existe na natureza. Os animais sabem a lei: a força, a força, a força. Quem é fraco cai e faz o que o forte quer. A inundação, as chuvas, o mamífero mais pesado e mais rápido e o mamífero pequeno. Os primatas, os répteis, os peixes maiores e os mais minúsculos, a cascata: já viste algum animal cair?, não há a mais breve compaixão entre os animais e a água, o mar engoliu milhares e milhares de cães desde o início do mundo. Não há a mais breve compaixão entre a água e as plantas, entre a terra que desaba e os pequenos animais acabados de nascer. A natureza avança com o que é forte e a cidade avança com o que é forte: qual a dúvida? Queres o quê?
Não há animais injustos, não sejas imbecil. Não há inundações injustas ou desabamentos da maldade. A injustiça não faz parte dos elementos da natureza, um cão sim, e uma árvore e a água enorme, mas a injustiça não. Se a injustiça se fizesse organismo: coisa que pode morrer, então, sim, faria parte da natureza.

publicado por edgarasta às 18:28
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